quarta-feira, 18 de julho de 2007

País da Impunidade, País dos Conformados, País dos Irresponsáveis

Mais de 170 passageiros, 6 tripulantes, até o momento mais de 30 corpos carbonizados de funcionários da TAM, Localizaram dentro dos destroços de um carro dois corpo abraçados, uma mulher e uma criança. O restante dos corpos ainda será acessado quando a temperatura da fuselagem permitir.

Morreram mais de 100 pessoas queimadas, SEM chance, acuados pelo fogo.

Que pais é este? Que noção de responsabilidade estas coisas que se acham humanas tem?

Lidam com a vida de milhares de pessoas, mas, a irresponsabilidade se junta com a incapacidade, a inabilidade e a ganância.

De quem é culpa, de Deus? È deve ser por deixar se criar uma coisa nefasta que se torna responsável pela morte de tantas vidas.

Presidente da Infraero, Presidente do Brasil, nós não precisamos de pena de morte, já temos. A frente das decisões de nossas vidas tem os incompetentes e irresponsáveis. E daí? Ninguém vai preso, ninguém amarga ficar com a sua consciência lhe apontando a MERDA que fez.

Morrem bem mais de 200 pessoas quase que todos gaúchos, porque neste país tupiniquim gerido por gente burra, que outros imbecis mais burros ainda indicaram. Eles acham que Deus vai criar num estalar de dedos umas porcarias de frisos (grooving) ou ranhuras para aumentara a aderência dos pneus na pista, porque eles, os incapazes eternamente impunes não fizeram seu serviço. Não pararam um aeroporto para que fosse realizado um pequeno item que teria salvado a vida de umas centenas de pessoas.

Mas quanto o Governo perde com isso, quanto o estado de São Paulo, as empresas brasileiras, os empresários, e a política perdem com isso. Nada. Porque somos Infames e Conformados.

Um aeroporto que não tem área de segurança em pleno bairro residencial, mas e daí são pobres, não contam.

É uma pena não estar entre os mortos um parente muito próximo do presidente da república ou da INFRAERO, quem sabe em vez de luto ele mandaria prender os responsáveis.

E eu achava que era contra a pena de morte no Brasil, agora sei que não sou.
E você também é a favor da Pena de Morte, pois a diferença esta apenas em SE saber que vai morrer e TE matarem por irresponsabilidade, afinal nos dois casos o responsável será uma autoridade investida de plenos poderes de vida e de morte. E nós votamos, colocamos ou deixamos estes abutres decidirem nossas vidas.

Que vergonha de ser Brasileira.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

ELIS - Reverência ao talento

Porque eu gosto, porque admiro, porque me faz falta.
Elis Regina Carvalho Costa nasceu a 17 de março de 1945, em Porto Alegre (RS). Fez sua estréia como cantora aos 7 anos, num programa de rádio chamado Clube do Guri, da Rádio Farroupilha, em Porto Alegre, já em maio de 1961, aos 16 anos, Elis gravou o primeiro LP, Viva a Brotolândia.
Os discos saiam em seqüência e a jovem cantora precisaria de novas fronteiras para brilhar. Em 1963, Elis e seu pai deixaram Porto Alegre com destino ao Rio de Janeiro. Na capital cultural e boêmia do Brasil àquela época, Elis não demorou a estourar.
Em 1965, surpreendeu o país com sua interpretação inesquecível de Arrastão, que lhe rendeu o primeiro Festival de MPB da TV Record.Em 1974 foi "premiada" pelo selo da qual era contratada com a realização de um disco histórico: Elis & Tom, gravado entre 22 de fevereiro e 9 de março de 1974, em quatro sessões no estúdio MGM, em Los Angeles. A obra marcou o encontro da maior cantora brasileira com o maior músico do País.
O vigor de Elis Regina também pôde ser conferido em inúmeras apresentações memoráveis ao vivo, tais como Falso Brilhante (1975) e Transversal do Tempo (1976). O mundo ficou sabendo definitivamente quem era a "Pimentinha" no ano de 1978, quando ela fez uma memorável apresentação no Festival de Jazz de Montreaux, na Suíça. O show, irrepreensível, deu origem a um disco igualmente precioso. Os anos de 1980 foram conturbados para Elis. Depois de nova temporada de sucesso nos palcos, com Saudades do Brasil. Elis achou espaço para um último e marcante show, Trem Azul, em 1981.
Elis era uma verdadeira intérprete. Nem é preciso assistir sua imagem e toda a expressão corporal exibida em seus memoráveis shows. Escutar sua voz cantando é suficiente para sentir toda a intensidade da letra de uma música. Já foi dito que Elis foi o melhor instrumento que alguns compositores contemporâneos tiveram. Vale lembrar interpretações como Canção do Sal, de Milton Nascimento; Madalena, de Ivan Lins; O bêbado e a equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc; Romaria, de Renato Teixeira; Louvação, de Gilberto Gil; Upa Neguinho, de Edu Lobo, Atrás da Porta, de Chico Buarque e Águas de Março, de Tom Jobim, dentre muitas outras.

A "pimentinha", como era chamada, tinha - como João Gilberto - a perfeição como meta. Exigia muito de seus músicos e compositores, exigia de sua gravadora, exigia de sua voz. Foi a primeira pessoa que inscreveu sua voz como instrumento, na Ordem dos Músicos do Brasil. E era. A voz de Elis soava como instrumento afinado, não perdendo, nem por um minuto, o carisma e a emoção em cada canção.

Elis Regina morreu no dia 19 de janeiro de 1982, aos 36 anos, de parada cardíaca, motivada pela ingestão de doses de uísque com cocaína.